
Quimera
Um misto de homem
E besta-fera...
Vaga sem rumo
A pobre quimera.
Monstro tricéfalo,
De couraçadas asas;
Filha da noite,
Assombração das casas.
Falante da língua dos homens,
Mas ainda tão criatura!
Fruto da alquimia...
Berros de amargura...
Os caçadores marcham para queimar-te...
Mergulha nas trevas dos becos imundos!
Apaga as pegadas quadrúpedes!
Arrasta-te aos abissais mares profundos!
Saís-te do erro meu
Ó condenado ser!
Tão lacrimosa, tão cobaia...
Deixem-na! Deixem-na viver!
Sua dor ecoa expressa
Em hurro assombrado;
Desmoronando-me a culpa,
Antropocentrismo quase quebrado.
Ó aberração de errônea gênese
Ainda és filha minha!
Meu monstro, meu erro, meu brinquedo...
És a família que não tinha.
Aprenda as leis da noite princesa monstro
E quando um dia cair nos braços meus,
Não será o fim.
Pois na vida e morte mandarei eu.
Saulos, o alquímico.
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Há 7 anos






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