
Afogamento
Eu, âncora que afunda
Grito agora sem voz
Trêmulo em garganta profunda,
Peço clemência ao mar algoz.
O ar que escapa de mim
Abre portas para aflições,
Me transporta para o fim,
Não restam lamentações.
Meu coração enfraquece lento
Por não suportar o mar congelante,
Pulmões vazios e sem vento
Anunciam a morte muda e agonizante.
Maldito seja este mar trevoso!
Todo ele devasso e voraz
E após um espasmo nervoso,
Só resta o silêncio da paz...
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Há 7 anos






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