
O Limbo
A noite está fria e inquieta...
Espíritos errantes gritam em meus ouvidos!
Minha mente doi...
Onde está o portão para o limbo?
Ardendo em febre...
Vomitando sangue...
Nunca havia sentido o gosto do fim.
Ele é amargo e congelante!
Minha nênia solene os acalma.
É o chamado para os que jazem no limbo.
Venham...
Venham...
Venham...
Esqueçam este resto que ouso chamar de corpo,
Suguem esta fagulha ectoplásmica.
Antes que os carniceiros cães do inferno
Sintam o cheiro de morte na minha existência!
No limbo vejo as crianças pagãs...
Sem santo batismo e já roubadas pela morte,coitadinhas!
No limbo...
Onde, em meio às trevas eu me deito,
Antes de dormir...
Mãe morte cobre-me com fúnebre manto.
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Há 7 anos






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