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Um Pouco de Mim

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Sou uma pessoa quieta, porém cultuo o bem. Degustador da música, literatura,enfim; a arte em suas variadas faces. Como toda pessoa possuo meus aliados e antagonistas,impossíveis amores pelo qual sofro, decepções e acertos na vida. Afinal, como já me disseram: "Não importa a rapidez com que se aprende e sim o caminho que se pecorre para aprender." Sou errado as vezes. Tenho vícios, defeitos... e quem não tem, quando se é uma fera chamada HOMEM? E mesmo fera. Eu! Vocês!Quem de nós não carrega dentro do peito um SONHADOR?

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SERVATIS A PERICULUM... SERVATIS A MALIFICUM...


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Voo de um Corvo

A mesma face,
As mesmas prisões,
As mesmas lamentações,
Os mesmos disfarces...

Cansei de tudo.
Dessas pessoas...
Marionetes, tolas!
Cansei de ser mudo...

Enjoei da cada fragmento de mim,
Sou um espectro da feiúra;
Doença que não tem cura,
Se feia, for a alma enfim.

Eu morro a cada fracasso,
Pois o mal agouro sempre me regerá.
Em luto minh'alma sempre estará!
Sou como um corvo -ave do escasso.

Chega de fingir que sou forte!
Nesta prisão não mais vou penar,
Só quero livre voar!
Mesmo que seja até os braços da morte...

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Fantasma

Sempre estive aqui,
Ouvindo o mais lacrimoso sussurro teu;
Inexistente, mas esperando aqui,
Você nunca ouve um doloroso grito meu.

Sou a desgraça no teu caminho,
Âncora que te faz afundar,
Preso a teus pés, bloquearei teu caminho;
Num mar de penúrias vou te afogar.

Itensa é a escuridão que te cega,
Como itenso é meu amor por ti!
Tua alma também é cega,
Ou finges não me ver aqui?!

Eu, que não amava ninguém,
Agora amo você.
Eu, que não queria ningém,
Agora quero te ter.

Eu... Que sou um ninguém!
Queria existir para você...

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Pseudônimos

Eu sou a Miséria,
A temida Decadência,
Eu sou a Demência,
O Doente, a pútrida Bactéria.

Sou o Feio,
Afiada Tristeza,
Destruidora Correnteza,
Paranoico Receio.

Chamo-me Aberração,
Cria da Noite, Degeneração...
Amante Sofredor.

Prazer, sou o nada;
A Alma Penada,
Que morreu de amor!

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Anjos da Minha Guarda

Quando a tristeza toca meu ser,
Roubando-me a vontade de viver;
Meu abismo se enche de luz,
Divina como santa cruz.

Palavras de luz cálida
À minha vida mórbida;
Anjos salvaram-me do fim!
Anjos cuidam de mim.

Guardiões meus que não voam,
Meros mortais que pecam,
Mais ainda almas celestes!
Exorcistas das dores e astrais pestes.

Cinco Arcanjos e dois Querubins,
Para cuidar de mim.
Por eles não me entrego...
Por eles eu me reergo!

Por que não voam, ó anjos meus?!
Um dia trarei os sonhos seus,
A cura para suas feridas,
As suas asas perdidas.

Eles estão entre nós!
Pondo fim a dor e agonia atróz,
Trazendo paz ao coração aflito,
Convertendo em sorrioso o doloroso grito.

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Quando os Anjos Choram

Quando os anjos choram...
Vejo que sou incapaz,
Verme que nada pode e nada faz
Para findar dores que deles transbordam.

Quando os anjos choram...
O céu desaba em mágoas,
Cujas revoltas pancadas
Me machucam, me sufocam.

Quando os anjos choram...
Me atiro na lama da vergonha,
Escondo-me onde nem se sonha;
Onde só escórias, de fome, se devoram.

Quando os anjos choram...
Nem a dor do meu suplício,
Qualquer que seja o sacrifício,
Farão-me capaz de impedir que sofram.

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Fardo

O que sou eu pro mundo?!
O que sou eu?!
Alma que não sabe que morreu!
Verme rastejante do imundo!

Não sou digno dessa vida
Chama-me Deus que eu vou!
Que morto é o Eu que ainda não sou
Permite-me a partida!

Deus até quando sangrarei?!
Até quando gritarei?!
Que dor os sonhos em vão!

Tu sabes como vai acabar...
Estrelas no céu a brilhar;
Eu apagado... a sete palmos do chão.

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A Ciderela está Morta

Um matrimônio no castelo,
Um vulto misterioso,
Um assassino silencioso,
O grito de um anjo belo.
Sangue num punhal...
Quem o empunhou não foi visto,
Ninguém havia previsto
Maldade tão descomunal.

O príncipe chora o seu final,
Uivam os lobos que guardarão seu túmulo,
Pára o tempo no pêndulo,
O mundo pára meio morto no seu funeral.
O bobo palhaço não sorri mais...
O luto tornou negro seu coração,
Os fieis suplicam a Deus pela unção
Por dormirem quando a bela encontrou a eterna paz.

Segue o cortejo fúnebre
Levando escuridão por onde passa,
Seguindo o corpo da bela que a morte fez caça
Os bardos não mais cantarão sua pureza célebre.
A madrasta ri ao longe do velório que se cumpre...
Enquanto tão pálida, mas bela,
Segue morta Cinderela
Infeliz para todo o sempre...

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Ao meu querido irmãozinho Di...

A Minha Estrela

As estrelas morrerão no céu,
A minha continuará a brilhar;
Pois na terra és o único troféu,
Que faz este guerreiro caído lutar.

Intensa é a luz do ouro,
Intensa é a dor que ele traz;
Do meu pequeno astro de paz,
Sincero é o sorrioso visto em nenhum outro.

Pra quê buscar o abismo,
Se teu sorriso são campos primaveris?
Ou chorar o que na vida, de bom não fiz,
Se teus olhos são janelas do milagre, Santismo?

O universo é um pedestal,
Eu sou um contemplador,
És minha estrela, astro guiador!
Cujo escuro algum apaga o brilho imortal.

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Memento Mori

Contemplas o céu,
Cada nascer da aurora,
Provai a vida se ela é doce como mel;
Lembra-te! Homem hoje; depois pó de outrora.

Amai os dias de primavera,
A brisa gélida do inverno,
Pois o tempo não espera;
É rápido e não eterno.

Antes de contar-mos a última estrela,
Os olhos fecharão e nos tornaremos uma;
Imortalidade? Jamais iremos tê-la!
Ame, viva... Sinta o mundo como nunca.

Não temas querer fazer... Dizer...
Faça! Diga! Um dia a morte verás!
Lembra-te de não esquecer,
Que um dia, homem, tu morrerás.

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Caem as Máscaras

É uma linda dança,
Sincronizada farsa,
O vinho transborda na taça;
Todos ébrios. O segredo não mais descansa.

Abrem-se as feridas mais ocultas,
Jorram os segredos mais íntimos,
Caem as máscaras... Quebram-se vínculos...
Eu vi repúdio às minhas verdades expulsas.

O que era secreto tesouro,
Hoje é tapete em sangue pisado;
Mãos que assinam minha sentença de Desprezado,
Outrora valeram mais que o ouro.

Agora me repudiam!
Sou eu, objeto de espanto e nojo?!
Tudo que disse, faz-me um antojo?!
Amizade tênua e finita. Oh! Como me feriram!

Chorei com vocês quando o mundo os satirizou!
E hoje... Os vinhos foram bebidos,
Os segredos foram cuspidos.
Três palavras... E a verdade de vocês, traiçoeira, se mostrou.

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