
Poço Escuro
Afogando-se na dor
Da agonia asfixiante
Paredes lodosas cercam minh’alma errante
Para que jamais o sol beije-me com seu calor.
Mais uma vez aqui...
Mais uma vez o destino,
Atirou-me neste poço libertino.
-Salvem-me daqui!
Tentativas frustradas de escapar...
Rabisco em sangue, dedos dilacerados;
Pinto na parede arte dos desolados,
Nos escorregões de cada escalar.
Na superfície riem os inimigos...
Vieram escarnecer da dor de um vencido
Que quer sumir, ser esquecido!
Até os dias tornarem-se antigos.
Forçando as lembranças...
Neste escuro que me cega,
Nesta água que me afoga;
Vi que sempre fui movido a esperanças...
Anjos a sopram cálida no meu coração
E eu explodoirei ardente cortando o céu,
Da noite queimarei o negro véu
Para gritar ao mundo o brilho da minha ascensão.
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Lembre-se que ...
Há 7 anos






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