
Asas de Cera
Eu pensava em tocar as nuvens,
Em ser mais uma ave no céu,
Não mais rastejar. Voar!
Eu esculpi nas costas a fuga
E os raios do sol foram minha queda.
Choveu fracasso em cera derretida
Inundando as páginas de um conto falido.
Sonhos finados derretendo
Cheirando a velas lúgubres a queimar.
Era eu, balão a cair,
Era eu, pássaro baleado,
Era eu, anjo expulso do paraíso.
O sol revelou ao mundo a tentativa inglória
E provou que pseudoaves jamais voarão.
Sou eu, Ícaro!
Náufrago nas próprias lágrimas,
Estrela que nunca brilhou.
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Há 7 anos





