Irmão Monstro
Dentro desse orgânico que te rege
Há um pétreo coração;
Resistente as farpas do mundo.
Monstro!
Tu és um monstro!
Tu consegues provar do amor
Sem sucumbir a ele!
Tu o fazes servo,
Para senti-lo quando bem quiser!
Monstro...
Ensina-me a sangrar sentimentos!
Torna-me um reflexo teu,
Mesmo que destorcido.
Para que eu prove o gosto do sangue
Do amor que despedaças.
Esse maldito amor que sempre me escravizou!
Queria eu, um dia gritar altivo ao mundo,
Quando este lobo tenta devorar-me o sonho...
Mas não tu, Monstro de gigante ventura!
O lobo mundo a ti se curva,
Quando o brilho da sua glória engrandecida
Explode no céu como relâmpago de esperança,
Iluminando o abismo em minha mente,
Exorcizando os demônios que lá habitam,
Santificando-a com a cruz da perseverança.
Peço-te irmão monstro...
Ensina-me a amar, sem sofrer
Quando alguém matar este amor!
Tu és um monstro!
Falam os tolos ultra-românticos.
Sim...
Aqueles que cantam em versos
A beleza do amor,
O coração primaveril de uma alma apaixonada.
Desgraçado é o fim de tais criaturas!
Desgraçado será o meu fim!
Se não tornar-me um monstro como você.
Queria viver como tu vives
Monstro irmão,
Mas a apatia é uma prisão sem cadeado!
Fraco de coração e ainda criança
É aquele que ama...
Quando eu me tornar fragmento
Do monstro que todo és...
Saberei que crescí.
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Lembre-se que ...
Há 7 anos






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