O Monstro e a Rosa
A lua está cheia...
Não chores por mim.
A noite faz os pingos de neblina brilhar.
Meu jardim é um palco.
Teu palco...
Onde floresces exalando teu perfume fúnebre.
Que me embriaga...
Que me alucina...
Eu vejo você minha dama vermelha.
Posso ouvir seus sussurros chamando-me.
Minhas mãos te apertam e sangram,
Banhando as tuas raízes.
Não chores por mim...
Agora parte de mim está em você.
Para que ninguém te toque,
Para que ninguém te ame,
Para que ninguém roube você de mim...
É por isso que te trouxe aqui minha rosa.
Meu jardim é onde você jaz tranquila.
Enquanto está rosa existir...
Continuarás viva na minha memória.
O Monstro e a Rosa
A lua está cheia...
Não chores por mim.
A noite faz os pingos de neblina brilhar.
Meu jardim é um palco.
Teu palco...
Onde floresces exalando teu perfume fúnebre.
Que me embriaga...
Que me alucina...
Eu vejo você minha dama vermelha.
Posso ouvir seus sussurros chamando-me.
Minhas mãos te apertam e sangram,
Banhando as tuas raízes.
Não chores por mim...
Agora parte de mim está em você.
Para que ninguém te toque,
Para que ninguém te ame,
Para que ninguém roube você de mim...
É por isso que te trouxe aqui minha rosa.
Meu jardim é onde você jaz tranquila.
Enquanto está rosa existir...
Continuarás viva na minha memória.

Asas de Cera
Eu pensava em tocar as nuvens,
Em ser mais uma ave no céu,
Não mais rastejar. Voar!
Eu esculpi nas costas a fuga
E os raios do sol foram minha queda.
Choveu fracasso em cera derretida
Inundando as páginas de um conto falido.
Sonhos finados derretendo
Cheirando a velas lúgubres a queimar.
Era eu, balão a cair,
Era eu, pássaro baleado,
Era eu, anjo expulso do paraíso.
O sol revelou ao mundo a tentativa inglória
E provou que pseudoaves jamais voarão.
Sou eu, Ícaro!
Náufrago nas próprias lágrimas,
Estrela que nunca brilhou.





