
Versos Conselheiros
Qual a cor da sua aflição?
Por que fizeste de exílio a tua morada?
Qual dolência tornas ofuscada?
Tudo está escrito nessa feição...
Não me julgue intruso na sua alma perdida,
Pois também sofria quando o mundo me escarrava,
Quando morto estava
E tu vieste soprar-me vida.
Não se curve para um mundo
Que te serve como alimento do ego alheio,
Que te ceia o devaneio,
Deixando-te no caos profundo.
Não chores o amor que nem lutas para ter!
Ele traria a paz ou mais um tormento?
Erga-se guerreiro, livre-se deste momento!
Há outras terras para vagar, segredos para saber.
Estás se ferindo irmão
Nos teus pensamentos incertos!
Cortes cada vez mais abertos,
Trago-lhe a cura, dai-me a mão.
Quero-te bem irmão, vem!
Da moderna Inquisição, vamos correr,
Em fogueira nos querem arder,
Pela nossa condição de Ninguém!
Não há mentira neste escrito
Que veio te trazer calma,
Uma luz para tua alma,
Um silêncio para teu grito!
Mas se julgares meus versos pura demência...
Como tolo que fui, calar-me-ei,
E silencioso chorarei
A tua decadência.
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Lembre-se que ...
Há 7 anos






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