Voo de um Corvo
A mesma face,
As mesmas prisões,
As mesmas lamentações,
Os mesmos disfarces...
Cansei de tudo.
Dessas pessoas...
Marionetes, tolas!
Cansei de ser mudo...
Enjoei da cada fragmento de mim,
Sou um espectro da feiúra;
Doença que não tem cura,
Se feia, for a alma enfim.
Eu morro a cada fracasso,
Pois o mal agouro sempre me regerá.
Em luto minh'alma sempre estará!
Sou como um corvo -ave do escasso.
Chega de fingir que sou forte!
Nesta prisão não mais vou penar,
Só quero livre voar!
Mesmo que seja até os braços da morte...
A mesma face,
As mesmas prisões,
As mesmas lamentações,
Os mesmos disfarces...
Cansei de tudo.
Dessas pessoas...
Marionetes, tolas!
Cansei de ser mudo...
Enjoei da cada fragmento de mim,
Sou um espectro da feiúra;
Doença que não tem cura,
Se feia, for a alma enfim.
Eu morro a cada fracasso,
Pois o mal agouro sempre me regerá.
Em luto minh'alma sempre estará!
Sou como um corvo -ave do escasso.
Chega de fingir que sou forte!
Nesta prisão não mais vou penar,
Só quero livre voar!
Mesmo que seja até os braços da morte...







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